Finalmente saiu a decisão judicial que todo escoteiro estava esperando, principalmente os independentes.
Na sentença o termo "escoteiro" foi reconhecido como de uso comum e difundido e liminar que restringia as atividades do escotismo independente no Brasil foi revogada
Assim, a prática do escotismo independente e tradicional foi reconhecida como legal ao contrário de muitos que torciam contra.
Não tem mais o que segura o crescimento da AEBP, logo voltaremos a ter nosso site e outras novidades estão por vir.
Veja alguns trechos da sentença:
"Em claro indício de que os termos registrados (escoteiro e scout)
não guardam relação umbilical com a UEB, fiz uma rápida pesquisa na rede mundial
de computadores digitando ambas as palavras. Para escoteiro encontrei, além da
referência a diversos grupos de jovens que se reúnem País afora para a prática do
escotismo, menções a manuais de acampamento, guias de como dar nó em corda e
até "lanternas de escoteiro". Numa nostálgica incursão mental, também visualizei um
colega do ensino fundamental, lá pelos idos de setenta, mostrando-me, orgulhoso, o
seu exemplar do "Manual do Escoteiro Mirim", em que eram protagonistas os três
sobrinhos do Donald, o pato. Os quadrigenários, se puxarem pela memória, vão
lembrar a que livro me refiro."
"Digo isso apenas para demonstrar que tanto o termo escoteiro
quanto seu correspondente na língua inglesa (scout) detêm tamanha abstração que,
em suas formas simples, podem vir a serem associados a diversos produtos, serviços
e atividades, não guardando qualquer relação íntima com a atividade desenvolvida"
"Na defesa dos seus interesses, o Grupo Escoteiro Ronaldo
Dutra e a Associação Escoteira Badenn Powell altercaram ser impossível que se
conceda a alguém o direito de exclusividade na utilização de duas palavras que são
de uso comum e amplamente difundidas como essas. E têm razão."